Gabriel Management Pages

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

WATSON quem?

Não pensei que fosse escrever a respeito dessa empresa tão cedo aqui no GMS, mas com o feito de semana passada, não poderia passar em branco por aqui algo que é de fato uma grande evolução no mundo da tecnologia e pode representar uma grande evolução no mundo dos negócios.

A IBM, que faz 100 anos de existência esse ano e que já esteve em situação desconfortável em décadas passadas em 1997 fez uma aposta, colocou uma maquina contra o maior campeão de xadrez, um jogo de muita lógica. Algo que hoje pode parecer normal, mas na época era inimaginável, o DEEP BLUE (supercomputador da IBM) ganhou e o desafio.
14 anos depois e em uma situação muito diferente, a IBM desafia campeões de um jogo que não envolve lógica chamado Jeopardy, algo que aparentemente seria impossível para um computador ganhar, foi para o desafio e ganhou. Talvez pelo fato da equipe e a empresa demonstrarem em diversas ações não acreditar no impossível (ex:Resgatar junto a NASA pessoal do Apolo XI), talvez por sorte, mas o fato é: Uma nova temporada de negócios com uso de maquinas está chegando!
Acompanhe o que é essa evolução ou a ideia por de trás do fato nos links a seguir:



DICA DE HOJE:
1-     Mantenha-se atualizado com as informações do mercado
2-     Sempre busque tempo para entender como uma ação pode influenciar todo um mercado. Você se surpreenderá com os resultados de estar um passo a frente que pelo menos 4 bilhões de pessoas.
3-     Não se esqueça que ser melhor que o pior não é ser bom. Ainda terão 2 bilhões de pessoas na sua frente, mas sempre teremos espaço para novos Kotler, Watson, Ford, Fayol, Taylor etc.
PS: If you are using Google translation to see this blog, please be advised that since it is not perfect, some concepts might be hard to understand. Hope you liked GMS. We sure enjoyed your visit. Be my guest to leave comments and e-mail me.

Dúvidas e sugestões: casalsgh@gmail.com

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Desafio GMS- Felipe Novo

Hoje divulgo o resultado do Desafio GMS proposto no último post.
O grande vencedor foi Felipe Novo .
Em alguns momentos ele foi um tanto quanto rígido, em outros mostrou velocidade e insights que já tem do mercado. Trouxe em sua resposta grandes exemplos e citações, formando uma resposta sólida e bem cotextualizada e chegou em um ponto muito interessante quanto a o ao inevitável.
Convido vocês a verem e comentarem essa resposta que foi de fato um estudo sobre o caso.
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Não fosse o caso "Enron" um episódio extremamente complexo, este não teria se tornado a maior fraude contábil dos EUA.
Dito isto, minha resposta para o caso é:
A Enron não tinha salvação, ainda que "eu" fosse contratado em 1999, 2 anos antes da crise.
Minha resposta tem a intenção de fugir do raciocínio? Das possibilidades?
NÃO !
Minha resposta é baseada naquilo que se segue. Como foi citado, inclusive por você, a Enron possuía na sua estrutura organizacional, uma cultura extremamente predatória, que contaminava a todos dos seus funcionários. Dizer TODOS os seus funcionários não é, de forma alguma, um generalismo leviano.
Trata-se de uma constatação, baseada em fatos.  Fatos estes, como a prática de gestão de pessoas formal da empresa, em que os funcionários avaliavam seus pares de 1 a 5, onde 1 eram os melhores e 5 os piores, para então DEMITIR os que obtivessem nota 5. Isso representava a demissão de 20% do quadro de funcionários que fossem pior avaliados.
Com o passar do tempo, os próprios funcionários passaram a fraudar a avaliação, menosprezando seu colegas de trabalho com notas baixas, para que suas próprias notas não os fizessem sair da empresa.
Quero dizer com isso que atitudes fraudulentas e anti éticas estavam no centro da Enron, sendo a única "solução" para o problema, a demissão de grande parte de seus funcionários, em uma tentativa de injetar "sangue novo" e buscar a disseminação de uma nova cultura corporativa, enquanto balanceava seus números.
No entanto, como uma grande empresa americana, seus funcionários possuíam grandes fundos pessoais lastreados em ações da própria companhia.  Resultado de seus bônus anuais e poupança pessoal de anos e anos de trabalho. Como "eu" faria então, para justificar a demissão em massa de milhares de funcionários?
Esta atitude iria provocar a ira de milhares de pessoas, que por anos foram complacentes com práticas inadequadas. E neste momento, toda a razão da futura crise da Enron seria evidenciada e sairia do segredo corporativo para as lentes da imprensa e dos orgãos reguladores americanos.
Os funcionários, desesperados com o futuro dos recursos de "sua aposentadoria" gerariam a própria ruína de seus recursos. Simplesmente porque a Enron era uma empresa lastreada por seu grande histórico de geração de caixa, atraindo bilhões em recursos oriundos dos bancos e investidores.
Abaixo, transmito duas passagens extraídas do link http://empresasefinancas.hsw.uol.com.br/fraudes-contabeis2.htm
"A Enron esteve comprando quaisquer novos empreendimentos que pareciam promissores. Suas aquisições estavam crescendo exponencialmente. A Enron também formou empresas (LJM, LJM2 e outras) para movimentar débitos para fora de seus balanços e transferir riscos para seus outros negócios. Estas novas unidades eram também estabelecidas para manter o crédito da Enron alto, o que era muito importante em suas outras áreas de negócios. Como os executivos acreditavam que o valor das ações da Enron a longo prazo permaneceriam altos, eles procuraram várias maneiras de usar as ações da empresa para dar cobertura aos investimentos nestas outras entidades. Eles o fizeram por meio de um arranjo complexo de entidades com fins especiais chamadas Raptores"
"Em 15 de agosto, Sherron Watkins, vice-presidente da Enron, escreveu uma carta anônima para Ken Lay que sugeria que Skilling havia saído devido a impropriedades contábeis e outras ações ilegais. A carta questionou os métodos contábeis da Enron, especificamente citando as transações dos Raptores.
Mais tarde no mesmo mês, Chung Wu, um corretor da UBS PaineWebber em Houston, enviou um e-mail para 73 clientes de investimentos dizendo que a Enron estava com problemas e advertindo-os a considerar venderem suas cotas.  Sherron Watkins então se encontrou com Ken Lay pessoalmente, adicionando mais detalhes a suas acusações. Ela notou que as unidades foram controladas pelo CFO da Enron, Fastow, e que ele e outros funcionários da Enron fizeram dinheiro e deixaram apenas a Enron em risco com o resguardo dos Raptores (os acordos dos Raptores foram escritos para que a Enron tivesse que apoiá-las com suas ações). Quando as ações da Enron caíram a um certo ponto, as perdas dos Raptores começaram a aparecer nas declarações financeiras da Enron. Em 16 de outubro, a Enron anunciou um terceiro trimestre de perdas de US$ 618 milhões. Durante 2001, as ações da Enron caíram de US$ 86 para US$ 0,30. Em 22 de outubro, a SEC começou uma investigação nos procedimentos contábeis e parceiros da Enron. Em novembro, a Enron admitiu oficialmente ter exagerado os ganhos da empresa em US$ 57 milhões desde 1997. A Enron decretou falência em dezembro de 2001."
Não obstante, o caso Enron foi intitulado "A maior crise de confiança desde a quebra da bolsa de valores em 1929".  
Ou seja, baseado nos FATOS que sucederam, após 1999, anos de minha suposta "contratação", garanto que era impossível evitar a crise da Enron, pelo simples fato de que a capacidade de manutenção das atividades da empresa era diretamente ligada à credibilidade que esta possuía junto a seus credores e investidores.
Não fossem eles, não haveria caixa suficiente para efetuar todas as atividades e financiar o crescimento da empresa.  Sem isso, a empresa não teria mantido seu histórico de alta dos preços de suas ações e jamais teria chegado ao patamar corporativo que chegou.
A necessidade de capital para investimento era intrínseca à sua atividade econômica, pois sem recursos oriundos de fontes externas, a empresa seria incapaz de fazer seus aportes em projetos de energia, nas diversas áreas operadas.
Vide o vertiginoso crescimento do Grupo EBK, controlado por Eike Batista. Sem recursos externos, seria impossível construir o que ele vem construindo, a ponto de elevar sua fortuna pessoal para números entre 30 e 40 bilhões de dólares.  Tentar contornar a situação da Enron seria o mesmo que descobrir, hoje, uma suposta fraude nas empresas de Batista e acharmos que poderíamos contornar o problema.
De que maneira?  "Conversando" com investidores e explicando a situação?
Seria uma expectativa não só leviana, como extremamente infantil.
Provavelmente, em 1999, a empresa já era um grande arranha céus, sem qualquer alicerce construído sob suas estruturas, transformando-se em um ótimo exemplo para o podemos criar baseado apenas em conceitos capitalistas de geração de valor a qualquer custo. No momento da crise, o resultado ficou evidenciado.  A Enron elevou seus preços, mas jamais criara valor. Pelo menos não na mesma proporção de seu império que posteriormente veio abaixo.
Desta forma, uma atitude enérgica da alta administração em 1999 teria, de fato, evitado a crise de 2001. Simplesmente porque a crise seria adianta em 2 anos, para o ano de 1999.
Sendo assim, cumpro meu papel de lhe dar um trabalhão para ler o que escrevi e obter sua resposta, mantendo nosso papo em dia, ainda que possa não vir a ser "A SOLUÇÃO" para o caso.
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Outro comentário:  Esdras Negreiros Bem, eu nao diria que a Enron tinha um presidente alheio e distraído, uma diretoria complacente e uma equipe de contabilistas, auditores e advogados impotentes. Diria apenas que eles vacilaram!!! Mas eram, sim, muito competentes... tanto é que chegaram onde estiveram.”

Importante reparar que realmente foi um erro da gestão, um vacilo. Mas realmente longe de serem incompetentes, pois se fossem não teriam chegado a 140bilhões de dólares em 9 meses e muito menos levariam outras grandes com sigo no momento de seu súbito óbito empresarial. Uma infeliz queda, que poderia ter sido a da Harley Davidson ou da IBM anos antes.  Mas das empresas que poderiam quebrar, essa realmente foi a que mais lições trouxe para o mercado, seria bom relembra-las e trazer essas lições para o dia-a-dia, entre as lições, a mais importante é :
ETICA .
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Parabéns Felipe Novo pela vitória no primeiro desafio GMS e muito obrigado a todos que participaram. Espero que possam ter mais sorte na próxima.

DICA DE HOJE:
1-     Seja ético
2-     Tenha os pés no chão, mas não deixe de sonhar
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Um curto-circuito no mercado

Durante a última década do séc 20, a Enron Corp. se tornou uma das principais empresas da economia norte-americana no segmento de energia e uma força crescente em outros negócios, com ganhos totais, em todos os seus negócios, da ordem de 101 bilhões de dólares no ano 2000.
No final de 2001( início de novembro) a empresa, que apresentava receita de 140 bilhões de dólares durante os nove primeiros meses do ano, teve uma queda por causa de operações financeiras e práticas contábeis questionáveis  que foram descobertas.  No início de dezembro de 2001, a Enron foi a falência e com a ruína da empresa muitas companhias em todo o mundo sofreram perdas significativas (exemplo: falência da consultoria Arthur Andersen).
Se pensa que o colapso da Enron aconteceu da noite para o dia está bem enganado. Foi algo construído ao longo do tempo, desde de o início dos anos 90. Junto com o rápido crescimento da companhia ocorreu também o desenvolvimento de uma liderança e de uma cultura corporativa obcecada por preços de ações, bônus e práticas contábeis estranhas.


Rich Kinder, diretor de operações da Enron de 1990 a 1996, era obcecado pelos preços das ações e metas de ganhos. Ele concentrava sua atenção nas operações e no fluxo de caixa, e era capaz de aterrorizar as pessoas se estas não cumprissem suas metas. Jeff Skilling entrou em seu lugar, mantendo a mesma obsessão  por preços de ações, mas ocorreu uma drástica reviravolta no método para manter favoráveis os preços das ações da Enron.
Skilling prestou pouca atenção as despesas ou às operações do dia-a-dia, delegando essas responsabilidades. Ele estava mais preocupado com a expansão, tanto da receita, como das margens de lucro. Para conseguir isso a Enron começou um amplo programa de compra, expansão e lançamento de negócios , tanto na área de energia como fora dela.
Para ajudar a dirigir os negócios o Skilling procurou os melhores e mais brilhantes profissionais, pessoas que fossem “negociadores cruéis”. Skilling queria pessoal que pudesse prosperar em “ambiente de alta rentabilidade e grandes realizações”. Infelizmente não houve suficiente monitoramento desses novos profissionais para assegurar que conhecessem os fundamentos da boa administração.
Sob o comando de Skilling, foi instituído um processo de avaliação bastante rigoroso e ameaçador de todos os colaboradores da Enron. Conhecido como “classificar e arrancar”, pois os colaboradores da empresa classificavam seus colegas de trabalho com notas de 1(melhor) a 5 (pior). Cada divisão era forçada a classificar um quinto dos funcionários com a pior nota e então esses eram demitidos.
Os colaboradores freqüentemente avaliavam mal seus colegas para poderem se manter na empresa.
Como campanha de motivação a Enron possuía um programa de bônus que pagava 3% do valor do contrato para os que fechassem os melhores contratos, pagáveis no fechamento do negócio e não quando o projeto efetivamente começava a gerar receita. Tal programa encorajava uso de práticas contábeis fora dos padrões e a inflacionar contratos nos lançamentos da companhia.
A inflação dos contratos se tornou algo tão disseminado na companhia que foram feitos maiores esforços para esconder as conseqüências do que resolver o problema.
A companhia era descentralizada e não enfatizava o trabalho em equipe, onde cada divisão e unidade do negócio eram separadas dos demais. Poucas pessoas possuíam uma Visão Macro para saber o que estava acontecendo e acontecia de as pessoas que dirigiam suas divisões e unidades de negócio sabiam apenas o que estava acontecendo em suas partes.
Estimulando essas operações descentralizadas, a qual também faltavam controles financeiros e operacionais suficientes, estava um presidente alheio e distraído, uma diretoria complacente e uma equipe de contabilistas, auditores e advogados impotentes.
Essa grande queda deu origem a diversas leis e controles financeiros muito menos flexíveis e que em alguns momentos forçam as empresa (principalmente bancos) a executarem somente o que é regido na lei, interrompendo a criatividade como forma de evitar problemas contábeis, entre elas a famosa lei SOX.
E não se engane pensando que práticas e gestão como essa são coisas do passado, não que seja exatamente a mesma coisa, mas o Lehman Brothers nos USA e Pan Americano no Brasil não fogem muito a esse estilo, e olha que esses são só dois outros exemplos!
Desafio: suponha que a Enron te contratou em 1999 e você ainda tem dois anos para tentar evitar toda a crise. Esperam que você proporcione um diagnóstico da situação e atue nas quatro funções da adminsitração (planejamento, organização, liderança e controle).
Utilize conhecimentos passados em post anteriores como pensamento estratégico, CHA, Grupo x Equipe, Mind Mapping e outros para solucionar.
A melhor resposta será postada aqui, e então, o que você faria para salvar a Enron?
Respostar para o e-mail: casalsgh@gmail.com
Respostas serão aceitas até Fevereiro 13.

Dicas de hoje:
1-    Pensar estrategicamente é um diferencial competitivo.
2-    Ética é mais que uma palavra, é uma ação para o dia a dia.
3-    Controle mal feito é pior que controle algum!
4-    Não adianta contratar as melhores pessoas se não possibilita um ambiente bom para elas trabalharem.
5-    Nem tudo pode ser equipe, mas nunca deixe tudo ser em grupo.

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Case adaptado do encontrado no livro Administração - Schermerhorn